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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Secretaria disponibiliza dados sobre segurança no Maranhão em site



Iniciativa atende a exigência da Presidência da República, que criou Sinesp. Estado é o primeiro do país a disponibilizar as informações online.



Print do site da SSP MA
Os números, tipos de crimes cometidos e causas de mortes no Maranhão já estão disponíveis na internet, no site da Secretaria de Segurança do Estado (SSP-MA) no endereço www.ssp.ma.gov.br. Com o sistema, qualquer cidadão poderá acessar as informações que serão atualizadas diariamente, às 7h.

Há décadas  os registros vem sendo feitos em livros no Instituto Médico Legal (IML) de forma insegura, segundo a SSP. Mortes naturais, homicídios e latrocínios acabam confundidos.

A iniciativa atende a uma exigência da Presidência da República, que criou o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). Até março deste ano, o estado que não aderir ao sistema vai deixar de receber os recursos federais destinados a este setor.

O projeto unifica os dados sobre a criminalidade e a violência com o cruzamento de informações do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), do Sistema de Integrado de Gestão Operacional (Sigo) da Polícia Civil e do Instituto Médico Legal (IML).

"Manusear o livros e pegar aqueles dados que, muitas vezes, são incorretos, e transformar isso em um sistema técnico, eficiente, dentro de uma metodologia aplicada nacionalmente e transferindo isso para o sistema de segurança pública através do nosso site e viabilizando essas informações para toda a sociedade", declarou o secretário de Segurança Pública, Aluísio Mendes.
O Maranhão é o primeiro estado a disponibilizar as informações de forma detalhada e com um comparativo de quatro para cá. 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Investimento do governo federal em segurança cai pela 1ª vez desde 2003


União gastou R$ 5,75 bilhões na área em 2011. Total de despesas chega a R$ 51,55 bilhões


Investimento cai 21% em relação a 2011
O país registra pela primeira vez, desde 2003, um recuo nos investimentos do governo federal em segurança pública. Em 2011, a União destinou R$ 5,75 bilhões para a área, 21% a menos que no ano anterior, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta terça-feira (6) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

A responsabilidade pela segurança é principalmente dos Estados, por isso, quando são considerados os gastos totais no país, o valor sobe para R$ 51,5 bilhões em 2011, o que corresponde a 14% a mais que em 2010.

Elizabeth da Cunha Sussekind, ex-secretária Nacional de Justiça e professora de Direito penal na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), defende aumento dos recursos em todo país e maior eficiência nos gastos. “Alguns Estados alocam recursos em determinada área sem fazer uma avaliação. Assim, erros têm sido repetidos.” Para ela, os recursos da União são importantes para melhorias no sistema porque podem ir para programas de treinamento, incentivo a boas práticas, além de projetos de apoio específicos, como o que está em discussão atualmente com governo de São Paulo. No Estado, a onda de violência já deixou 90 policiais mortos neste ano. Apenas nos últimos três dias, 30 pessoas morreram em confrontos com a polícia. 

“Não temos ferramentas para saber se o dinheiro é bem aplicado e de que forma ele é gasto. Não temos mecanismos de avaliação”, afirma Renato Sérgio de Lima, conselheiro do Fórum de Segurança. Por isso, segundo ele, é difícil saber se investimos o suficiente na área. Comparando com países da América Latina, é possível ver que a porcentagem do Produto Interno Bruno (PIB) destinada à segurança é até menor em alguns casos, mas o país registra taxas de assassinatos maiores. Em 2011, 1,3% do PIB foi para a área e taxa média de homicídio foi de 22,2 para cada 100 mil habitantes. O México registrou índice semelhante (23,7) e destinou apenas 0,3% do PIB.

Mesmo observando os investimentos por Estado do Brasil, não há relação direta entre mais gastos e menos violência. Todas as unidades que reduziram as taxas de homicídio tiveram despesas maiores. No entanto, o caminho inverso não é verdadeiro: nem todas as que gastaram mais conseguiram diminuir a criminalidade. Representantes do Ministério da Justiça não foram localizados até a publicação desta reportagem para comentar a redução de investimentos da União. 

Sistema penitenciário

Pela primeira vez, o Anuário mostra a defasagem entre a quantidade de presos no país e o total de vagas. São 471,25 mil detentos para 295,41 mil lugares no sistema penitenciário, o que equivale a 1,6 detento por vaga. Desse total, 36,9% ainda não foram julgados – são os presos provisórios.
Em números absolutos, São Paulo é o Estado com maior déficit de vagas. Faltam 74.026 lugares. Considerando a razão entre vagas e presos, Alagoas tem a situação mais crítica, com 2,6 por vaga.

Elizabeth Sussekind diz que o sistema é ineficaz e está desacreditado por toda a sociedade. “Isso não está sendo reconhecido como um grande problema. Antes, se dizia que a prisão era a universidade do crime. É mais do que isso, é pior. A prisão envolve mais pessoas, além dos próprios presos, no mundo de criminalidade, como agentes, ex-presos, familiares e conhecidos.”
Paulo Baía, sociólogo da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), afirma que, com o excesso de prisões, não se atinge o foco da criminalidade e as principais lideranças. “O crime está muito organizado e o dinheiro acaba no mercado financeiro.” O pesquisador defende maior investimento nos trabalhos de inteligência e a colaboração de órgãos federais, como a Polícia Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para estancar o financiamento do crime.

“Caixa-preta” de dados

Neste ano, o Congresso aprovou a criação do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais e sobre Drogas (Sinesp). Os Estados serão obrigados a informar dados sobre investimentos, crimes, vítimas, sistema prisional, entre outros, para poder receber investimentos do governo federal. O objetivo é dar mais transparência às informações e, com elas, melhorar o planejamento de políticas públicas.

Em cada um dos itens analisados pelo Anuário, há separação dos Estados em quatro grupos, que levam em conta a qualidade dos dados e a alimentação adequada do sistema.Um dos maiores desafios do setor é saber o total de policiais mortos e de vítimas de confrontos com a polícia. A tabela sobre essa questão no Anuário está praticamente vazia. “É uma caixa-preta. Os Estados não têm dado visibilidade a essas informações. Há muitos casos de mortes de policiais durante ‘bicos’ e não em serviço”, diz Samira Bueno, secretária-executiva do Fórum.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Sinesp: Transparência na Segurança Pública


Cecília Olliveira

O Diário Oficial da União publicou, no dia 05 de julho, a Lei nº 12.681, que institui o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais e sobre Drogas - Sinesp, com finalidade de armazenar, tratar e integrar dados e informações para auxiliar na formulação, implementação, execução, acompanhamento e avaliação das políticas de segurança pública.

Na prática, o banco de dados vai concentrar, entre outras informações, ocorrências criminais informadas à Polícia, registros de armas de fogo, entrada e saída de estrangeiros, desaparecimentos, execuções penais e mandados de prisão.

"Os dados oficiais precisam ser de fácil acesso", afirma Fabiano Angélico, especialista em transparência



Para o especialista em transparência, Fabiano Angélico, é preciso haver dados oficiais para compreendermos com mais precisão os problemas. “Esses dados precisam ser de fácil acesso. Só com o diagnóstico preciso é que soluções eficazes poderão ser elaboradas”, afirma.

A instituição do Sinesp se dá cerca de um mês após a promulgação da Lei de acesso a Informação, que ficou conhecida como a Lei da Transparência. Ela estabelece que governos e órgãos federais, estaduais e municipais forneçam dados requisitados pelos cidadãos. Informações que coloquem em risco a “segurança nacional” permanecerão em sigilo por, no máximo, 25 anos.

“Com informações mais detalhadas, pesquisadores, imprensa e autoridades poderão detectar mais facilmente os problemas da área de segurança. Com isso, haverá mais conhecimento sobre essas questões”, enfatiza Angélico.

Atualmente o que se tem é o Infoseg, banco com informações sobre segurança, mas que só podem ser acessadas por autoridades policiais e membros do Ministério Público previamente cadastrados. Lá constam informações sobre inquéritos, processos, armas de fogo, veículos, condutores e mandados de prisão.

Para a Promotora Criminal da Cidade de Açailândia, no Maranhão, Samira Santos, a implementação e regulamentação do Sinesp são primordiais para melhorar a integração de dados e conhecer a realidade do país. “Além das informações subsidiarem os órgãos envolvidos com a persecução penal, servirá de aparato de inteligência criminal no Brasil, subsidiando a formulação de políticas públicas na área de segurança e a implementação e avaliação de dados no combate à criminalidade”, diz.

Dados reais para políticas públicas reais

“Essa poderosa base de dados, se bem administrada, poderá ajudar na formulação de políticas para o sistema de segurança pública, o sistema prisional, políticas de execução penal e de prevenção e combate às drogas. Ou seja, a base de dados será proveitosa para todo o sistema de justiça criminal que, atualmente, é muito desarticulado”, explica o gestor público e associado do Fórum Brasileiro de Segurança Publica, Robson Sávio Reis Souza.

De acordo com Reis, atualmente, os dados sobre criminalidade tem baixa credibilidade e não permitem uma ação governamental focalizada e consistente. “Informações como o Mapa da Violência, do Ministério da Justiça, são elaboradas com base nos dados do Sistema Único de Saúde (DataSUS), que não suprem as necessidades da área da segurança pública. Por exemplo, se uma pessoa é baleada num município, mas é internada num hospital da cidade vizinha, o que vale para o SUS é o registro do local de internação. Essa informação, para a segurança pública, é incorreta, pois distorce o local do evento criminal”, ressalta o gestor, que lembra que o sistema permitirá a análise e sistematização de dados sobre crimes, tornando-os disponíveis para estudos, estatísticas e indicadores.

Alguns advogados e especialistas tem demonstrado preocupação com a abrangência e eficácia da lei, no tangente a responsabilidade de alimentação do sistema; suspensão de repasse de verbas, no caso do não fornecimento de informações; centralização no executivo; composição do comitê gestor; e exposição da vida das pessoas. “Qualquer investigação criminal a ser feita deverá cumprir seu devido processo legal administrativo e, desse modo, também a função de garantia de direitos fundamentais. A todo tempo, a Lei 12.681 ressalva o respeito às regras de sigilo já previstas e a preservação da identificação pessoal dos envolvidos. Ademais, o Sinesp não cumprirá seu papel se afrontar o Estado Democrático de Direito”, ressalta Samira.

Para Robson Sávio, “a lei pretende constranger os estados que relutarem na produção e sistematização dos dados, pois haverá restrição de repasse para os recursos do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen). Transferências voluntárias para programas do setor também serão proibidas ao integrante do Sinesp que não cumprir os prazos para fornecer dados ao sistema”.

Dados criminais são poderosos instrumentos de orientação de políticas de segurança pública no âmbito local e estadual. A criação do sistema e a obrigatoriedade da produção de dados nos níveis local e estadual possibilitarão mais transparência e credibilidade para as políticas. “É a única maneira de forçar os estados e municípios a se mexerem. Acredito que haverá bom senso e os repasses somente serão cortados em casos extremos”, ressalta Fabiano Angélico.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Sancionada lei que cria banco de dados nacional sobre segurança

A presidente Dilma Rousseff sancionou ontem (04.07.2012) a lei 12.681, que cria o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais e sobre Drogas (Sinesp).

Link
Subordinado ao Ministério da Justiça, o novo órgão receberá informações das esferas federal, estadual e municipal.

De acordo com o texto no "Diário Oficial da União", o Sinesp será um banco de dados sobre criminalidade, para consulta em qualquer região do país.

Deverá servir de base para a “formulação, implementação, execução, acompanhamento e avaliação das políticas relacionadas com segurança pública; sistema prisional e execução penal e enfrentamento do tráfico de crack e outras drogas ilícitas”.

Terá um comitê gestor e, segundo a lei, o município ou Estado que omitir dados deixará de receber recursos federais para segurança pública.

(Azelma Rodrigues | Valor)

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