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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Maioria da população desaprova ação policial em protestos




Imagem da Internet
Mais da metade da população brasileira acredita que a polícia não deva fazer nada ao ser acionada para acompanhar eventos como passeatas de estudantes ou professores e greve de operários. O percentual de brasileiros que defendem que nada seja feito nessas ocasiões aumentou entre 1999 e 2010 e passou de 48,2% para 65,4% (quando o assunto é passeata de estudantes), de 53,1% para 58,2% (em caso de greve de operários) e de 62,2% para 68,1% (em passeata de professores).

Os dados fazem parte da pesquisa Atitudes, Normas Culturais e Valores em Relação à Violação de Direitos Humanos e Violência e foi feita pelo Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP). Foram entrevistadas 4.025 pessoas em 11 capitais do País. O estudo compõe o 5º Relatório Nacional sobre os Direitos Humanos no Brasil 2001-2010.

A pesquisa indica que a ideia de que a polícia deva prender os mais exaltados sem usar armas caiu nas três situações, ao passar de 46,4% para 31,4%, na passeata de estudantes; de 42,4% para 38%, na greve de operários e de 35,2% para 28,5%, na passeata de professores.

Quando o tema é a resistência de camelôs durante a retirada de barracas, a pesquisa indicou poucas mudanças de opinião. Em 1999, 27,4% disseram que a polícia não deveria fazer nada e, em 2010, 28,7%. Com relação à prisão dos mais exaltados, 61,9% eram favoráveis em 1999. Em 2010, o índice caiu para 60,9%.

No caso de episódios de ocupação de terras pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a pesquisa indicou que 27,8% dos brasileiros, em 1999, defendiam que a polícia não deveria fazer nada. Em 2010, o índice aumentou para 29,5%. Entre os que acreditam que os mais exaltados devam ser presos, o percentual subiu de 54,6% para 55,7%.

Cerca de 86% dos entrevistados defendem a intervenção da polícia durante rebeliões em presídios. As principais ações, na avaliação da população, devem ser "prender os mais exaltados sem usar armas", "atirar e não matar" ou "usar o cassetete". Em 1999, esse percentual era ligeiramente maior e atingia 87%.

Via: Terra

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Índice de Confiança na Justiça: apenas 39% avaliam positivamente a polícia



Mais pobres confiam menos na Polícia
Foto: Cecília Olliveira
A população em geral não está satisfeita com a atuação da polícia. Esta é a principal conclusão do relatório do ICJBrasil (Índice de Confiança na Justiça), produzido pela DIREITO GV: 63% da população que respondeu à pesquisa afirmou estar um pouco insatisfeita ou muito insatisfeita com a atuação da polícia. Este percentual cresce para 65% entre os mais pobres e, entre os mais ricos, chega a 62%.

“É um dado alarmante, principalmente se considerarmos os últimos acontecimentos envolvendo o assassinato de policiais e diversas pessoas na periferia”, analisa Luciana Gross Cunha, professora da DIREITO GV e coordenadora do ICJBrasil.

O ICJBrasil mensura a confiança da população no Judiciário Brasileiro desde 2009. Entre abril e setembro de 2012, o indicador ficou em 5,5 pontos, numa escala de 0 a 10. Essa pontuação é calculada com base em dois subíndices. O subíndice de comportamento, que afere se em casos concretos, o cidadão recorre ao Judiciário para resolver seus conflitos; e o subíndice de percepção, que verifica o sentimento da população em relação ao Judiciário no que se refere à celeridade, honestidade, neutralidade e custos de acesso. No mesmo período, esses subíndices foram, respectivamente, de 8,7 pontos e 4,1 pontos (sempre em uma escala de 0 a 10).

 “Os dados do segundo e terceiro trimestre de 2012 seguem a tendência, já identificada nos períodos anteriores, de má avaliação do Judiciário como prestador de serviços públicos”, afirma Luciana. Para 90% dos entrevistados,  o Judiciário é moroso, resolvendo os conflitos de forma lenta ou muito lentamente. Além disso, 82% disseram que os custos para acessar o Judiciário são altos ou muito altos e 68% dos entrevistados acreditam que o Judiciário é difícil ou muito difícil para utilizar.

Outros dois aspectos apontados pelos entrevistados são a falta de honestidade (64% dos entrevistados consideram o Judiciário nada ou pouco honesto) e a parcialidade (61% dos entrevistados acreditam que o Judiciário é nada ou pouco independente).

O ICJBrasil também procurou saber qual o grau de confiança do brasileiro nas instituições e o resultado é que as forças lideram o ranking das instituições que o brasileiro mais confia, com 75% das respostas, seguida pela Igreja Católica (56%), Ministério Público (53%), grandes empresas e imprensa escrita, empatadas com 46% e Governo Federal com 41%.

Com apenas 39% de respostas positivas, segue a polícia e o poder judiciário, ganhando apenas das emissoras de TV (35%), Vizinhos (30%), Congresso Nacional (19%) e Partidos Políticos (7%).

Os entrevistados também foram questionados sobre a confiança que depositam em determinados grupos de pessoas, como amigos, vizinhos, familiares,  colegas de trabalho e pessoas em geral. A família vem em primeiro lugar, com 89% das respostas, seguido por colegas de trabalho, pelos vizinhos e, em último lugar, em pessoas em geral (21%).

Fonte: FGV

quinta-feira, 31 de março de 2011

IPEA: insegurança pública é maior no Nordeste. Moradores da região Sudeste são os que menos confiam na polícia


Da Carta Capital


Pesquisa divulgada nesta quarta-feira 30 mostra os Indicadores de Percepção Social sobre Segurança Pública em todas as regiões do Brasil. Os moradores da região Sudeste são os que menos confiam na polícia.

Pesquisa divulgada nesta quarta-feira 30 mostra os Indicadores de Percepção Social sobre Segurança Pública em todas as regiões do Brasil.(Disponível aqui para download)

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou nesta quarta-feira 30 o Sistema de Indicadores de Percepção Social (Sips) sobre Segurança Pública. O trabalho mostra a opinião dos cidadãos brasileiros sobre a atuação do Poder Público em relação ao problema da criminalidade e da violência.

Em relação à percepção de insegurança, a região Nordeste é que apresenta o maior índice, alcançando 85,8% dos entrevistados que disseram ter muito medo de serem assassinados. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2009, os estados do Nordeste registraram, juntos, a segunda maior média entre as taxas de homicídio doloso das regiões brasileiras (29,3 homicídios dolosos/100 mil habitantes), perdendo apenas para a Região Norte (29,5 homicídios dolosos/100 mil habitantes). Além disso, o Nordeste tem a menor média de gastos per capita com segurança pública – R$ 139,60 por habitante.

Depois dos nordestinos, os habitantes das regiões Norte e Sudeste são os que mais têm medo de assassinatos: 78,4%, seguidos do Centro-Oeste (75%) e do Sul (69,5%).

O Sudeste, apesar de não apresentar um nível alto de sensação de segurança entre sua população, possui o menor índice de homicídio doloso do país: 21,77 homicídios por 100 mil habitantes. A região tem o maior gasto per capita na área de segurança pública – R$ 248,89 por habitante.


De acordo com o Ipea, Minas Gerais e São Paulo, os estados mais populosos, puxam a média da região para baixo, com 7,1 e 11 homicídios por 100 mil habitantes, respectivamente. É no Espírito Santo, estado com gasto per capita em segurança, de R$ 200,67 em 2009, é onde se encontra a taxa mais alta, de 57,9 homicídios dolosos por 100 mil, menor apenas que a de Alagoas (63,3 por 100 mil).

Na Região Centro-Oeste, a sensação de segurança é relativamente alta e os gastos em segurança pública são superiores à média nacional de R$ 200,07 por habitante. No entanto, a taxa de homicídio doloso (25,4 por 100 mil habitantes) está igualmente acima da média de 22,4 por 100 mil. No Centro-Oeste, o gasto per capita com segurança pública é de R$ 225. Segundo a pesquisa, os estados da Região Sul apresentam a menor incidência de insegurança.

Com relação aos gastos na área de segurança pública, a Região Sul apresenta patamares próximos aos do Nordeste, com um gasto de R$ 172,75 per capita, ou seja, é a segunda região onde, proporcionalmente, menos se gasta com segurança pública.

Em relação à confiança nas polícias de seus estados, a pesquisa aponta que os habitantes da Região Sudeste são os que menos confiam nas polícias de seus estados sendo que 75,15% disseram confiar pouco ou não confiar na atuação dos policiais, 21,80% confiam e 3% confiam muito. No Nordeste, o grau de alta confiança nas polícias estaduais chega a 5,8%, o mais elevado entre as cinco regiões brasileiras. Já o índice de baixa confiança chega a 70,15%. No Sul, o percentual dos que confiam muito no trabalho policial é 3,4%, inferior à média nacional (4,19%). A região tem 228 policiais para cada grupo de 100 mil habitantes, abaixo da média nacional (273 policiais por 100 mil habitantes). No Norte, apenas 4,45% dos entrevistados disseram confiar muito na atuação das polícias. Na Região Centro-Oeste, o grau de alta confiança nas polícias é 4,5%. Em todo o país, a região tem a maior média de policiais por habitante (quase 600 por 100 mil moradores).


A pesquisa do Ipea também avaliou os serviços prestados pelas instituições policiais. Na Região Sul, a cada mil cidadãos que precisaram acionar a polícia por algum motivo, 496 avaliaram o atendimento como bom ou ótimo. A média nacional é 435. Na Região Centro-Oeste, cerca de 400 usuários declaram aprovar o serviço prestado, em cada grupo de mil que precisaram entrar em contato com a polícia ao menos uma vez. No Sudeste, a média dos que avaliaram bem os atendimentos feitos pelas polícias chega a 424 por mil usuários.

O estudo aponta que na Região Norte a população não faz uma boa avaliação dos atendimentos policiais, com uma taxa de aprovação dos atendimentos de apenas 354 por mil usuários, a menor do país. No Nordeste, a avaliação só não é tão positiva quanto a feita pela população da Região Sul. São 463 avaliações favoráveis em cada mil atendimentos.

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