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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

SC registra queda no número de assassinatos no primeiro mês do ano

O número de homicídios dolosos (com intenção de matar) em Santa Catarina teve queda de 16,88% no comparativo entre o mês de janeiro deste ano com o mesmo período do ano passado. Foram 64 assassinatos este ano contra 77 registrados em janeiro de 2009. Na Grande Florianópolis também houve redução. Foram 11 homicídios dolosos atendidos pela Segurança Pública no período de 1º a 31 de janeiro deste ano contra 16 registrados em 2009. Uma redução de 31,25%.

Dos 64 assassinatos, sete (07) aconteceram em Itajaí. Seguido de Florianópolis (06) e Joinville (06). Municípios como Balneário Camboriú, Camboriú e Navegantes registraram apenas um homicídio.

A maioria dos assassinatos apresenta como motivação principal o tráfico e o consumo de drogas e as desavenças - que incluem brigas em bar, discussão de vizinhos e vingança. Surpreende o número de crimes passionais. Foram oito no Estado neste primeiro mês do ano, sendo três na Grande Florianópolis. A droga, aliás, representa quase que 80% da motivação dos crimes contra a vida. A maioria dos crimes aconteceu em via pública seguido de residência e bares e similares

Com relação aos homicídios ocorridos em via pública, mais de 33% dos casos estão comprovadamente ligados ao tráfico de drogas. Arma de fogo ainda é o instrumento mais usado na prática do crime.

Grande Florianópolis

O número de assassinatos na região da Grande Florianópolis também teve uma redução de 31,25% no comparativo entre janeiro de 2009 e 2010. Foram registrados 16 homicídios dolosos no ano passado contra 11 ocorridos este ano.

Dos 11 assassinatos, seis aconteceram em Florianópolis; dois em Palhoça, dois em São José, e um em Biguaçu.

Com informaçãoes da Ascom SSP SC

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Florianópolis registra queda de 31% no número de homicídios dolosos


Por Jorão Carlos Mendonça - da SSP SC

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa do Cidadão (SSP), através da Polícia Civil e da Delegacia de Homicídios da Capital, está divulgando o balanço final do número de homicídios de Florianópolis. De 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2009 a DP especializada registrou 79 homicídios dolosos contra 93 atendidos em 2008. Uma redução de 31,18%. Dos 79 assassinatos 61 foram esclarecidos com a autoria identificada. Isso representa um índice de 77,21% de resolutividade. (confira quadros abaixo). Nove assassinatos continuam em investigação e outros nove continuam sem autoria definida.

Para o delegado Ênio de Oliveira Mattos, titular da especializada, a redução no número de homicídios em Florianópolis em 2009 deve-se, também, ao trabalho de investigação feito pelos agentes da DH e as denúncias feitas via 181, o disque-denúncia da Polícia Civil. O delegado explica, ainda, que os policiais estiveram presentes não só nos 79 locais dos homicídios, como também em inúmeros outros pontos onde ocorreram suícidios, tentativas de homicídios e mortes naturais.

Entre as vítimas 35 tinham idade superior a 25 anos. Dezenove tinham idade entre 20 e 25 e 12 estavam na faixa dos 18 aos 20 anos. Tráfico de drogas, acerto de contas e crimes passionais foram as principais motivações dos assassinatos.

Ainda segundo o titular da especializada, 63 pessoas foram presas (maiores e menores) envolvidas nos 79 assassinatos ocorridos em Florianópolis no ano passado. Semana que vem a Secretária da Segurança Pública e Defesa do Cidadão (SSP) irá divulgar o indicadores de criminalidade em Santa Catarina durante o ano de 2009.

Total de homicídios........... 79

Autoria identificada........... 61

Em investigação............... 9

S/autoria(IP remetido Fórum 9

Prisões efetuadas............. 63


HOMICÍDIOS REGISTRADOS EM FLORIANÓPOLIS DE 2003 a 2009


mês

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

Somatório

janeiro


11

11

6

4

7

6

45

fevereiro

5

8

4

13

10

8

6

54

março

11

5

14

4

9

11

5

59

abril

15

6

11

5

6

4

6

53

maio

14

9

4

4

7

9

5

52

junho

6

14

11

5

11

12

7

66

julho

5

15

7

6

6

8

5

52

agosto

7

8

8

6

3

8

4

44

setembro

8

18

16

6

7

3

5

63

outubro

8

8

9

10

8

7

12

62

novembro

6

8

9

5

5

8

6

47

dezembro

12

5

10

9

5

8

12

61

Total

97

115

114

79

81

93

79

658


Idades de envolvidos nos homicídios apurados:



Faixa Etária

Vítima

Autor

Até 15 anos

02

07

De 15 a 17

04

07

De 17 a 18

03

23

De 18 a 20

12

12

De 20 a 25

19

20

+ a de 25 anos

35

18

Desconhecido

04

17

SOMA

79

104


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Governo de SC estuda premiar policiais militares com dinheiro pela apreensão de armas


Secretário de Segurança Pública, Ronaldo Benedet, anunciou possibilidade na quarta-feira


Cristina Vieira do Jornal de Santa Catarina

O secretário de Estado da Segurança Pública, Ronaldo Benedet, anunciou na quarta-feira que estuda a possibilidade do pagamento de uma premiação em dinheiro como recompensa para os policiais militares que apreenderem armas de fogo.

A intenção foi divulgada um dia depois do Grupo RBS tornar pública a medida adotada no 7º Batalhão da Polícia Militar (PM), em que policiais recebem folgas por este tipo de trabalho.

A ideia da premiação surgiu em uma reunião, na quarta-feira, entre Benedet e o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Eliésio Rodrigues. Segundo o secretário, em São Paulo já existe uma lei que adota a premiação em dinheiro.

Benedet afirmou que não tem restrição à medida adotada pelo 7º Batalhão. Ele ressaltou que não acredita que a campanha possa provocar a falta de efetivo nas ruas em razão das folgas.

A corporação que adotou a medida tem sede em São José e um quadro de 438 policiais para as cinco cidades atendidas (São José, Biguaçu, Governador Celso Ramos, Antônio Carlos e São Pedro de Alcântara).

O tenente-coronel Cleres Steffens, comandante do 7º Batalhão, considera que a campanha possibilita, no máximo, duas folgas ao mês para um policial (na média, um policial não apreende mais do que duas armas no período e cada arma corresponde a uma folga). Por isso, o benefício não afetará a segurança nas ruas.

Confira, abaixo, a entrevista com o secretário Ronaldo Benedet:

Diário Catarinense: O senhor tem alguma restrição sobre a política do 7º Batalhão da PM de recompensar com folga policiais que apreenderem arma de fogo?

Ronaldo Benedet: — Eu não tenho nenhuma crítica sobre isso. É uma atitude de um comandante de um batalhão como forma de incentivar seus policiais. Considerando que 90% dos crimes são cometidos com arma de fogo, tirar armas de circulação diminuirá a criminalidade. Depois que esse assunto veio à tona, ontem (quarta-feira), nós discutimos uma lei vigente em São Paulo, pela qual policiais são premiados com dinheiro por arma apreendida. Vamos analisar com cuidado esta lei e ver se ela pode ser aplicada aqui, o que valeria para todo o Estado e também para as polícias Civil e Militar.

DC: Mas o medo da população é que, com as folgas, faltem policiais na rua.

Benedet: — No ano passado, em todo o Estado, apreendemos 1,8 mil armas e são 11,9 mil policiais, ou seja, se apreendermos 10 vezes mais, o que seria uma arma por policial, teríamos uma folga por policial ao ano, o que seria uma consagração para a polícia. Então a população pode ficar tranquila em relação a isso.

DC: E em relação aos excessos que podem ser cometidos pelo policial para buscar uma arma?

Benedet: — Eu li na entrevista de ontem (quarta), no DC, uma pessoa falando sobre a polícia invadir casas para buscar arma. A polícia só vai apreender arma ilegal. Se o cidadão tem porte ou registro de seu armamento, não precisa se preocupar. Agora faço um apelo para que quem não tem arma registrada procure a Polícia Federal e a registre. O prazo é até 30 de dezembro.

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